Eternamente alimetado pela vontade. Preso na roda da paixão, descobrindo como ser descoberto. Procurando e se entregando, errando ou acertando, um dia encontrando. Flutuando no ar, ancorado por desejos aliementados por sonhos intermináveis. Sempre na busca da perfeição. Lapdando cada aspecto do ser. Guerra diária sem trégua nem descanso. Quem sabe sozinho ainda porque tenta demais, exige demais, sonha demais…
Consolado pela certeza de um dia sossegar o coração. Aquietá-lo não do fogo da paixão, mas da busca angustiante por seu par, sua metade, sua companheira, sua eterna felicidade. É tão grande a necessidade de alguém para se dedicar, que sem isto, seu peito parece vazio, oco, frio. A razão atrapalha, mas a emoção afoga.
Precisa da confidência encontrada na confiança, da necessidade da convivência e da inocência da intimidade. E no fim faz um apelo ao músculo do peito: ou cála-te ou calo inerto no leito.
amf – 09.02.2006
Ouvindo: Violently Happy – Björk
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