Archive for February, 2009

Russian Systema – система

Já havia ouvido falar de systema pelo Igor a alguns anos. Ele treinou um bom tempo com o Kevin Secours em Motreal e já havia procurado treinos em São Paulo, mas só achou o Nelson Wagner em santos.

Em janeiro ele me avisou que iria ter uma aula aberta em uma academia na Augusta e logo fui ver de perto essa arte marcial que já a algum tempo namorava só por vídeos e textos. No dia 12/02 fiz a aula experimental e gostei muito. O professor Nelson, em parceria com o dojo Aikido Nova Era, montou uma turma de systema às quintas-feiras das 21h00 às 22h00.

Sábado, dia 28/02, das 13h00 às 18h00 vai acontecer um seminário de systema no mesmo local. Recomendo muito para quem ainda não conhece e para quem tem curiosidade em conhecer. O valor é R$ 100,00 com desconto de 30% para alunos.

Seminário de Systema
Dia 28/02 (sábado)
Horário das 13h às 18h
Local Aikido Nova Era – Rua Augusta, 2233 – Jardins – São Paulo/SP. Tel 11 3068.9813
Valor R$ 100,00 (desconto de 30% para alunos)

Para saber mais sobre systema recomendo uma visita à página do Nelson – www.artemarcialrussa.com.br. E seguem alguns vídeos –

Origin of Systema

Mikhail Ryabko teaching Systema Punching

Systema Ryabko interview

Systema mit Vladimir Vasiliev

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Em busca da batida perfeita

Sexta-feira eu subia a rua Pamplona apressado para não perder meu ônibus para minas. Estava perdidos em meio a planos e saudades, quando na esquina quase com a avenida Paulista eu vejo um senhor gordo com sua bengala descendo a rua. Ao se aproximar ele me abordou de forma cordial e de bom humor – “Boa noite, não se preocupe não sou ladrão, até porque gordo desse jeito eu seria um fracasso.” – disse ele tirando seu boné a me cumprimentar batucando em um caderno preto de capa dura e continuou sua história:

“Sou professor de percussão e vim para São Paulo fazer prova em uma faculdade, só que no metrô me fizeram esta surpresa” – e puxando sua mochila preta e verde mostrou um corte no bolso lateral do lado direito – “e roubaram todo o dinheiro que eu tinha”. Fiquei imaginando o pobre professor em um vagão cheio, apertado feito sardinha em lata, e algum aproveitador fez o serviço, deixando-o sem outra opção para voltar para casa que não pedir ajuda na rua. Ele continuou seu discurso:

“Já fui na delegacia fazer ocorrência, estão apurando o caso, mas até agora não sei como vou conseguir voltar para a minha cidade. Por isso estou nessa situação e estou sendo obrigado a pedir ajuda para comprar a passagem.”

Peguei no bolso uma nota de dois reais, entreguei em sua mão e disse: “Gostaria de parabenizá-lo pela ótima atuação. Confesso que na primeira vez que me contou sua história, a alguns meses lá na rua da Consolação, fiquei sensibilizado e saquei dez reais para te ajudar a voltar para casa. Hoje te dou menos e espero que você não tenha a má sorte de contar novamente a mesma lorota para a mesma pessoa. Passar bem.” – e fui-me embora subindo apressado a Pamplona. Já era quase 11h00 e meu ônibus saía dali a 40 minutos.

E ele ficou desconsertado, sem graça, talvez muito puto e continuou sua caminhada Pamplona a baixo.

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