February 20, 2008 at 16:02
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Eu quero você minha. Mansa. Pacata e submissa. Para eu mergulhar lentamente e buscar a tempestade que te habita. Quero seu ritmo, seu cheiro e seu gosto. Quero penetrar em seus olhos cerrados de loucura. Te mostrar novos caminhos que só minha poderá ver. Desejo sua carne, sua vontade e seu ser. Quero você como nenhum outro há de ter. Derramando e transbordando sua essência. Me inundando de luxúria sem pudor. Minha. Por dentro e por fora. Sempre e agora.
Você mora no travesseiro ao lado e abrir os olhos toda manhã é me despedir.
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February 14, 2008 at 17:56
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A “Síndrome do amigo gay” atinge a maioria dos homens que costuma tratar bem demais mulheres por quem eles se interessam. O ponto de tensão entre a amizade e um (pseudo-)relacionamento é muito tênue. Os indivíduos que se encaixam nessa categoria não têm o perfil de “cafajestes” e costumam não saber dosar a quantidade de atenção necessária que deveriam dedicar a elas. Esse cenário acontece, principalmente, quando há interesse maior da parte masculina e elas precisam ser conquistadas. Quando o cenário é diferente não há porque não dedicar a atenção merecida, já que existe reciprocidade e não é legal jogar com o sentimento alheio.
Esse comportamento não deve ser generalizado. Existe um limite onde a mulher começa e ver o homem como um “amigo gay”. Alguém que ela goste de conviver e conversar sobre assuntos femininos. Tudo isso pode parecer muito machista e extremamente preconceituoso, mas analisando friamente é assim que acontece mesmo. A amizade entre os dois sexo é muito bem-vinda e gera muitos benefícios, porém não podemos esquecer que cada lado tem suas diferenças e particularidades.
Se a causa do problema é atenção em exceso a solução é a falta dela. Mulheres gostam, e precisam, de atenção e quando sentem que não são mais o foco principal elas mudam a atitude. É paradoxal o homem ter que destratar a mulher para ela notá-lo, mas parece que, nesses casos, é assim que funciona. É uma espécie de jogo onde o homem dá atenção suficiente para demonstrar interesse, mas cria dependência com a falta dela para ser notado.
Tudo gira em torno da profundidade que cada um quer para seus relacionamentos. Cada pessoa é um universo inteiro de possibilidades, e vai de cada um perceber como as coisas estão e para onde vão. O mais importante, entretanto, é o respeito ao próximo. Por mais que as pessoas queiram, ninguém pensa igual a elas e aprender a lidar com a diversidade nos faz crescer e nos tornar melhores pessoas a cada dia que passa.
“Não se sinta ofendida por eu não querer ser seu amigo. O problema é que de você eu espero muito mais intimidade.” – amf
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February 14, 2008 at 13:46
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… Dizer como era Rosa, Rosa de Oxalá, a negra Rosa, descrevê-la com as chinelas de veludo, seu olor noturno, esse cheiro de fêmea, esse perfume, a pele negro-azul em seda e pétala, seu poderio inteiro, da cabeça aos pés, a profunda bizarria, a prosopopéia, os balangandãs de prata, o langor dos olhos iorubás; ah, meu amor, para fazê-lo só um poeta de provada fama, de lira e de melenas, e não os trovadores da ladeira, em sete sílabas, violeiros bons no desafio, mas para Rosa, ah muito pouco!
…
Lídio Corró assume a flauta e o som acorda estrelas; no violão Pedro Archanjo busca a lua e a traz de longe – para Rosa tudo é pouco, dela nasce o samba na Tenda dos Milagres. A flauta geme amor, soluça.
Jorge Amado
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