A dor do parto

Há alguns dias venho refletindo sobre questões relacionadas ao amor materno e como muitas vezes nós, que não podemos ou não fomos mãe ainda, não temos muita noção. Como muitas vezes somos ingratos ao acharmos exagero as preocupações e cuidados que muitas vezes elas dedicam a nós.

Então por onde eu posso começar a tentar uma analogia a este amor? Foi então que eu me lembrei da minha namorada, e do quanto eu sinto falta dela quando ela está longe em outra cidade. Que a saudade é quase incontrolável e que dá vontade de ligar pra ela toda hora e de estar perto dela a maior parte do tempo. Bom, multiplique a isso tudo o fato de você ter “morado” nove meses dentro dela e ser sangue do sangue dela. Então eu comecei a imaginar o quanto é duro pras mães em geral se distanciarem de seus filhos.

Como é complicado para elas criar seus filhos para o mundo e depois ter que se “desprender” deles. Parece que o cordão umbilical nunca é totalmente cortado. Elas parecem ter uma ligação conosco que nos ligam na hora que mais precisamos delas. Têm sempre uma palavra de amor e carinho pra nos confortar. São sempre um porto seguro no meio de qualquer tempestade. Profissão muito difícil essa de mãe, e mesmo a de pai não se compara a ela.

*Dedico este texto para a minha mãe que é responsável, junto com meu pai, por muito do que eu sou hoje. Sinto muitas saudades dela e preciso tomar vergonha na cara e visitá-la mais vezes.

Ouvindo: Joga – Björk

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