Archive for August, 2006

Koi Project #3

Terça-feira, 16 de maio de 2006 – 14h00
Duração da sessão: 01h00

Os problemas para dormir foram bem menores por conta da área tatuada. A cicatrização foi boa e a coceira já estava mais fácil de aguentar porque já a conhecia bem.

A previsão que era pra traçar tudo em três vezes foi modificada. O Mauricio dividiu a última parte – pegava dos rins até a perna – em duas por conta do trabalho que eu dei nas sessões anteriores. Quando mais desce maior a dor. Alguns lugares não tem muita diferença, outros é bem difícil de aguentar.

Dessa vez eu inventei de travar a musculatura, a respiração não estava controla e foi uma sessão bem difícil, talvez a mais difícil (já fiz a quinta sessão enquanto escrevo este post) de todas. A dificuldade foi toda por minha culpa. Acho que tive um ataque de ansiedade logo no começo e ainda não tinha conseguido “sublimar” a dor do processo. É difícil pro tatuador quando você se mexe muito e fica com os músculos contraidos. A sessão não rendeu muito bem e acho que até comprometi um pouco o trabalho dele nas linhas.

Tive um pouco da prévia de como é tatuar a bunda, e como já li em alguns lugares, não é nada fácil. A musculatura se contrai involuntariamente, e dói mais porque imagino que a pele seja mais sensível. Mais uma etapa vencida! Mês que vem tem mais. A meta é terminar o traçado esse semestre, depois o Mauricio sai de férias e voltamos só em agosto.

Mais links sobre tatugem:

Próxima sessão – 06.06.2006

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A dor do parto

Há alguns dias venho refletindo sobre questões relacionadas ao amor materno e como muitas vezes nós, que não podemos ou não fomos mãe ainda, não temos muita noção. Como muitas vezes somos ingratos ao acharmos exagero as preocupações e cuidados que muitas vezes elas dedicam a nós.

Então por onde eu posso começar a tentar uma analogia a este amor? Foi então que eu me lembrei da minha namorada, e do quanto eu sinto falta dela quando ela está longe em outra cidade. Que a saudade é quase incontrolável e que dá vontade de ligar pra ela toda hora e de estar perto dela a maior parte do tempo. Bom, multiplique a isso tudo o fato de você ter “morado” nove meses dentro dela e ser sangue do sangue dela. Então eu comecei a imaginar o quanto é duro pras mães em geral se distanciarem de seus filhos.

Como é complicado para elas criar seus filhos para o mundo e depois ter que se “desprender” deles. Parece que o cordão umbilical nunca é totalmente cortado. Elas parecem ter uma ligação conosco que nos ligam na hora que mais precisamos delas. Têm sempre uma palavra de amor e carinho pra nos confortar. São sempre um porto seguro no meio de qualquer tempestade. Profissão muito difícil essa de mãe, e mesmo a de pai não se compara a ela.

*Dedico este texto para a minha mãe que é responsável, junto com meu pai, por muito do que eu sou hoje. Sinto muitas saudades dela e preciso tomar vergonha na cara e visitá-la mais vezes.

Ouvindo: Joga – Björk

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Perdido no|de-novo

Está tudo tão novo e diferente, mas sinto que é velho conhecido. De onde? Não sei ao certo. Quando? E isso realmente importa? Como? Foi só misturar água e ar. Depois de muito procurar a resposta, e de desistir de procurar ela aparece. Chegou discreta e timida, mas me acertou como a ponta de uma espada. Certeira e profunda, impossível de não se sentir, de não se render.

Troquei todos os pontos de interrogação pelos de exclamação e todos os pontos finais pelas retissencias. Nem adianta o racional tentar compreender algo que o emocional tem plena certeza. Não é algo pra se analisar, é só sentir e ver que o que existe simplismente É. O tempo ficou pequeno perto de tudo o que está acontecendo. Ele foi sublimado por um fogo que queima por dentro, que derrete a vela. E perto uma da outra, a cera delas se funde tornando uma só.

Longe dos pontos de interrogação fica a sensação de segurança, conforto, certeza. Nem a insegurança consegue fazer tudo isso parecer loucura. Reencontro? Acredito que sim! E agora? E agora já aconteceu, não tem mais volta, não tem mais medo. A identificação pelas palavras foi confirmada pelo choque dos olhos, pelo conforto do cheiro, pelo toque da pele.

Mas mesmo assim, a informação é tanta que é preciso de um pouco de tempo pra se digerir tudo. Tempo pra se des-hipnotizar e voltar a ser o que era. Tarefa impossível essa. Não existe mais quem eu era antes de me perder desta vez. Talvez tentar reorganizar os pensamentos, colocar as palavras certas nos devidos lugares e definir os passos que se seguem. Ou apenas fechar os olhos e deixar a onda me levar, afinal foi ela que me achou e é ela quem vai me guiar.

amf 09.08.2006

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“Nunca”

“Nunca” é a melhor maneira de se viver novas aventuras.

amf 03.08.2006

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