Tudo ou nada
Quando aprendemos a gerenciar nossas expectativas, sem esperar nada das pessoas, o pouco que elas têm para nos oferecer se torna muito perto do nada que esperamos. Controlando o nosso desejo, nos afastamos de desilusões e desencantos.
Mais uma vez percebemos o quanto estamos presos na dualidade. E não existe melhor fórmula para conseguir equilíbrio e felicidade que o caminho do meio. Longe dos extremos vivemos mais tranquilos e centrados. O medo da perda só existe quando achamos que algo nos pertence. Nossa felicidade tem de vir de dentro pra fora e não, como muitas vezes fazemos, de fora pra dentro. Nos fazendo reféns de algo de fora e deixando que este algo guie nossa felicidade.
É bem complexo conseguir distinguir o que realmente nos faz feliz. Não dá pra simplismente falar que somos pleno e vivemos felizes assim. O meio exterior nos influencia a toda hora. O temos de observar é o valor que damos pras coisas exteriores. Claro que estou racionalizando muito, e quem não vive sem queimar por uma paixão, como eu, sabe muito bem que tudo isso é muito teórico.
Só precisamos observar o valor que as coisas têm pra gente. Não precisamos entrear em depressão por uma perda material. Têm muita gente que é muito apegada aos bens materiais e dá pouco valor para as coisas que realmente importam. O respeito, o carinho, a verdade, a transparência. São coisas que pra mim têm muito valor a todo momento. O que construimos de material aqui, aqui fica. As amizades, amores e paixões que encontramos por aqui, sempre vão conosco, em nossos corações. Viva no caminho do meio, mas queime nos extremos pelas coisas que valem realmente a pena. Viva plenamente, tranquilo de suas obrigações cumpridas. Sem medo de ir dormir a noite, sem peso nas costas, sem dúvidas da sua integridade.
amf - 16.02.2006
Ouvindo: Szerencsétlen - Venetian Snares