A poesia
As vezes um sentimento é tão grande que tem que ser compartilhado, não importa o sentimento. Guardar ele dentro de você pode te fazer mal, é importante “por pra fora”, conversar, gritar, chorar ou escrever. Gosto muito deste último, porque além de treinar malabarismo com as palavras, consigo colocar parte do que sinto no papel. E é interessante, porque fica tudo documentado e datado, e um dia, no futuro, quando você relê aquelas palavras, você ve que muita coisa mudou, mas existem coisas que nunca mudam dentro de você. Gosto de acompanhar essas mudanças. Tenho textos/poemas de 1996, e hoje quando releio, me surpreendo de vez em quando.
Pra ilustrar, dois poemas meus, um de 1996 e um de 2004.
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Desde que te conheci
Nunca te entendi
Mas tive logo a certeza
Da tua inigualável beleza…
Não sei como te dizer,
tenho medo de te perder…
Não sei como agir ao certo
e estremeço todo com você por perto…
Tantas vezes te desejei,
mas nunca te falei
Não acho as palavras certas
para dizer que te amo.
04.09.1996
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Um dia tive medo de sofrer.
Uma dor imensa,
infinta,
indescritível,
abominável.
Como são loucos os caminhos do coração
Inexplicáveis os sentimentos são
Se consiguisse explicar não mais seriam sentimentos
Existe amar sem sofrer?
Receio que não…
Mas ainda assim,
em meio a turbulências e desilusões
Amo sem medo e sem receio
Me dedico de alma entregue
às dores da paixão
Por mim muito posso falar e fazer
Mas nunca quero, nem pretendo
Com meus atos fazer alguém sofrer
Amor é respeito e liberdade
Confiança e reciprocidade
Controlar minha enchente de emoções
é meta ainda inalcançada
Tenho vergonha e me desespero
sinto medo e me calo
Sinto medo e me calo
Fico mudo e quieto
Sinto muito,
eu te amo.
13.09.2004
caH said,
June 1, 2006 @ 17:15
sem palavras.
clara said,
June 1, 2006 @ 17:15
um grande viva para a evolução das rimas.
Siti said,
June 1, 2006 @ 17:16
Vivas as evoluçães das rimas mesmo! O primeiro me lembra dos versinhos q escrevia qdo pré adolescente… ai ai
6 said,
June 1, 2006 @ 17:16
o destilar do tempo. as palavras aguas ardentes.
Babi said,
June 1, 2006 @ 17:16
Que liiiiiiiindo!!!! Amei!!!
Luciana_eU said,
June 1, 2006 @ 17:17
“Controlar minha enchente de emoções
É meta ainda inalcançada”
esse fragmento “resume”, essencialmente, os dois poemas e tudo que é o ser
=)